Eduarda Rosa derrota equatoriana e conquista o bronze para o Time Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude

A meio-pesado brasileira Eduarda Rosa (78kg) garantiu o judô brasileiro no pódio dos Jogos Olímpicos da Juventude nesta terça-feira, 09, em Buenos Aires, Argentina. Duda recuperou-se de uma queda na semifinal para a alemã Raffaela Igl e derrotou a equatoriana Edith Ortiz para conquistar a medalha de bronze para o Time Brasil.

Atual número um do mundo na classe Sub-18, Eduarda estreou já nas quartas-de-final com vitória por waza-ari sobre Omaria Ramirez, da República Dominicana. Na semifinal, porém, a brasileira levou três punições e parou em Raffaela Igl, medalhista de bronze no último Mundial Juvenil e que acabou sendo campeã em Buenos Aires.

Com isso, Duda foi para a disputa pelo bronze e saiu vitoriosa devido à desclassificação da adversária Edith Ortiz, do Equador, por hansokumake.

“Com esse bronze eu mantive a força das mulheres judocas que sempre trazem medalha nos Jogos Olímpicos da Juventude. Queria agradecer a todo mundo que torceu, que participou, que correu junto comigo, que me incentivou. As pessoas que conheço e que não conheço, agradeço a todo mundo de coração. Essa medalha é nossa”, comemorou Duda ao deixar a área de competição.

O bronze conquistado por Eduarda Rosa em Buenos Aires foi a terceira medalha do judô brasileiro em Jogos Olímpicos da Juventude. A modalidade subiu ao pódio em todas as edições realizadas até aqui. Em 2010, Flavia Gomes (57kg) foi prata em Cingapura e em 2014, Layana Colman (52kg) foi campeã em Nanquim.

“A Eduarda é uma atleta que vem sendo trabalhada nas categorias de base da CBJ há cerca de três anos. Só neste ano, ela participou de etapas do Circuito Mundial Juvenil na Croácia, República Tcheca, Polônia, além de treinamentos de campo nacionais e internacionais no Japão com a seleção principal e na Tunísia pelo programa dos Jogos Olímpicos da Juventude. Ela teve resultados consistentes ao longo dos últimos dois anos com esse investimento e, com isso, conquistou a classificação para Buenos Aires como número um do mundo. Esse resultado coroa o trabalho integrado entre seleção, COB, Federação e clube”, avaliou Marcelo Theotônio, gestor das Categorias de Base da CBJ.

Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB

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